No trabalho

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No trabalho

Mensagem  diva30 em Dom Jun 24, 2012 11:40 pm

Todo dia era a mesmice. Os mesmos horários, os mesmos trabalhos, as mesmas pessoas. Tudo se tornara tão chato para Carla que o brilho do primeiro dia de trabalho se estilhaçou ao longo dos anos. Como de costume Carla acordava e logo solitária ia se banhar, pensando a cada gota um dia encontrar seu príncipe encantado e viverem felizes para sempre, um trabalho que lhe desse ânimo e ambição. Porém o mundo de fantasias acabava quando ela se recordava que já estava atrasada novamente. Sempre se perdia em seus pensamentos. Tomava seu café correndo e dirigia até seu trabalho enfrentando um trânsito que muitas vezes reproduzia um suspiro de desejo de esquecer isso tudo e ir embora para qualquer outro lugar mais calmo. Chegava ao trabalho cumprimentava algumas pessoas na entrada e de pronto já estava afundada em sua cadeira.
_ Se prepara que hoje é tudo a mesma coisa! Bom dia restos.
Mariana uma colega de trabalho que sempre tinha as melhores piadas e fazendo de momentos terríveis um pouco de descontração.
Um sorriso afrouxado de Carla fez Mariana retornar ao seu lado e lhe mostrar um pouco de preocupação.
_ Menina, já trabalhei em muitos outros lugares e vou logo lhe dizendo que é melhor ter isso que não termos absolutamente nada. Nem sempre as coisas são como queremos mais apesar disso devemos sempre buscar uma melhor qualidade de vida em nosso trabalho.
_ Má realmente está difícil, parece todo dia que estou indo para a forca e no caminho as pessoas me jogam pedras de carros à minha frente.
_ Relaxa amiga você precisa de um levanta ânimo. Vamos sair hoje a noite. E não foi uma pergunta.
Uma olhadinha de consentimento mais descontente do mundo, porém Carla sabia que precisava de um pouco de vida.
Na hora que viu, Carla já havia perdido seu horário de almoço e foi conversar com seu chefe se poderia sair naquele momento. Seu chefe José Augusto era um senhor bastante educado e solidário, mas quando não era seu dia...
_ Carla entre, precisamos acertar algumas coisas.
Um calafrio súbito percorre em todo seu corpo, o coração de tão acelerado parecia que havia parado. Engraçado quando se está a ponto de perder um trabalho desgostoso parece que na verdade era o melhor de todos, pensou Carla.
_ Com licença senhor Augusto.
_ Veja Carla, acompanho seu trabalho aqui na empresa há algum tempo e vejo que nesses últimos dias parece que não está satisfatório.
_ Desculpa senhor é que...
_ Calminha, não se anteceda, eu sei o que vai me dizer. E por isso que estou a falar contigo. Vejo que é uma ótima profissional e que merece melhor respeito. A partir de segunda-feira irá trabalhar junto a Sabrina na área de Recursos Humanos, ao qual é sua formação. Ah me desculpe, não sei se conhece mais que falta de respeito de minha parte, esta é Sabrina, uma incrível funcionária.
Era realmente incrível, olhos azuis, boca carnuda, longos cabelos pretos encaracolados, um bronzeado estonteante e abaixo daquele tailleur...
Carla já havia encontrado com Sabrina algumas vezes no prédio, mas nunca havia trocado qualquer palavra.
_ Olá Carla, prazer em conhecê-la, ouvi dizer muitas coisas a respeito de você.
_ Prazer Sabrina, espero que sejam coisas boas.
_ Ok meninas, agora tenho muito trabalho pela frente, Sabrina apresente à Carla todas suas novas tarefas, mas vá com calma para que ela não saia correndo.
Um sorriso em ambos os rostos e prontamente Sabrina pede para que Carla a siga.
Carla também era uma mulher muito bonita, traços marcantes, olhos provocantes, sardinhas para enfeitar um nariz tão pequeno e perfeito. Apesar de fugir alguns dias da academia, sua forma era sempre bem mantida e desejável por onde passava.
O tempo foi passando e Carla sentia que seu estômago iria consumir o resto de seu corpo, que teve que interromper a falante Sabrina.
_ Sabrina, me desculpa, é que passam das três e eu ainda não almocei, estou me sentindo um pouco fraca, gostaria de ir comer alguma coisa se for possível.
_ Oras Carla, por que não disse isso antes. Vamos que eu também preciso comer algo.
No restaurante ambas pareciam que se conheciam há séculos, falavam, falavam.
_ É acontece muitas coisas nessa empresa mesmo. Um dia eu estava na cafeteria ao lado da sala de reuniões, escolhendo meu café. Não sei porque eu sempre paro para escolher se sempre escolho o mesmo. Eu sabia que o Rodrigo estava me olhando e rindo. Eu fingi que não era comigo, mas continuei escolhendo. Depois que apertei umas dez vezes, ele veio e me disse: “Carla já escolheu seu café?”. Achei estranho, mas logo ele me disse: “Porque pode ficar horas apertando que a máquina está quebrada e não vai sair café nenhum”. Havia um papel gigante escrito que estava quebrada, mas eu estava tão automática que nem li. Depois a gente riu e descemos no Sabor Café. Ele é muito educado e lindo. Ai que príncipe.
_ Nossa alguém está apaixonada.
_ Na verdade não Sabrina, é que estou a procura de um príncipe, já estou ficando velha e relógio vai rodando.
_ Calma lá Carla você é muito nova ainda. Eu sou mais velha que você e nem estou nesse desespero. Assim vou começar a ficar também.
Ambas riram.
_ A conversa está ótima Carla, mas temos ainda muita coisa para fazer, depois continuamos nosso papo de Cinderela.
Quando voltou Carla foi contar para a amiga Mariana o ocorrido, antes de seguir adiante com Sabrina.
_ Má você num vai acreditar. O seu Augusto me transferiu para o departamento de humanos.
_ Nossa Cá que bom, porque aqui os E.Ts continuarão se matando.
_ Ai Má você entendeu, é no departamento de RH. Segunda-feira já inicio o trabalho.
_ Maravilha, agora vai ter mais dinheiro para pagar as rodadas. Por falar nisso não se esqueça de hoje a noite. Parabéns novamente, você merece.
_ Obrigada amiga, vou correr que tenho que me encontrar com a nova chefa.
Saindo do trabalho a conversa com Sabrina ainda estava interessante e resolveram parar para um café.
_ É muito bom saber disso, não imaginava que o yôga pudesse ser tão bom para tantas coisas.
_ E é Carla deveria ir fazer uma aula para você ver, aliás, estou indo para lá agora, se quiser já pode começar hoje mesmo.
_ Seria uma boa mesmo, vou ver se tenho uma roupa no carro.
_ Não se preocupe se esse for o problema paramos em casa e pegamos uma para você, eu moro ao lado da academia.
No caminho Carla se sentia eufórica, o dia havia sido completamente inusitado. Tudo estava perfeito. Sentia um calafrio estranho no caminho, queria chegar logo, não entendia o porquê.
Sabrina estava mais tranqüila, mas se sentia inquieta com algumas coisas, parecia que conhecia Carla há muitos anos, viu nela uma pessoa ótima para se ter uma grande amizade.
Chegando ao apartamento Sabrina vai a busca de uma roupa para Carla enquanto ela refrescava com um copo de suco na cozinha.
_ Muito bonito seu apartamento, bem organizado.
_ Aos poucos vou melhorando, ainda falta muita coisa, mudei faz pouco tempo. Bom aqui está, vamos?
Na academia, ambas trocavam risadas, palavras, toques, tudo parecia muito normal para duas pessoas que se sentiram em uma sintonia completa, mas não exatamente para os olhares, havia algo muito além de simples olhares.
_ Nossa me sinto outra pessoa.
_ Não disse Carla, parece que tudo fica mais leve.
_ Vou ter que ver se na minha academia tem aulas disponíveis.
Engraçado aquele comentário não ter agradado Sabrina de alguma forma, mas assentiu com a cabeça e resmungou alguma coisa indecifrável.
_ Você está ocupada a noite Sabrina?
_ Não, estou livre.
_ Então vamos fazer alguma coisa, ir pra um clube, bar, sair um pouco.
_ Vamos sim, só tenho que me arrumar, tomar um banho, escolher uma roupa, se quiser subimos e enquanto isso a gente escuta uma música, bebe alguma coisa.
_ Por mim está tudo bem.
No elevador os olhares não poderiam ser diferentes, era mútua sua profundidade, mas seu entendimento era intrigante.
_ Adoro esse cd da Janis.Coloca ele. Não acredito? O que é isso?
_ Ok eu confesso Carla, eu escuto Britney Spears, tem algumas músicas que até são interessantes.
_ Essa você vai ter que provar.
_ Depois do banho, aliás, se quiser tomar um banho aqui pode ir ao outro quarto, tem toalha, e pode escolher uma roupa minha.
_ Desse jeito Sabrina, nem vou mais fazer compras de roupas.
Depois do banho Sabrina estava trocando de roupa no quarto quando Carla entra envolta a sua toalha e depara com um corpo magnífico a sua frente, não conseguiu simplesmente parar de olhar.
_ Veja nessa parte do guarda-roupa, tem um monte de coisas que você pode gostar Carla.
_ Sim, sim, eu achei lindo.
Carla pensativa a respeito do corpo a sua frente.
_ O meu guarda-roupa?
_O que tem seu guarda-roupa? Pergunta Carla voltando a uma realidade duvidosa.
_ É lindo?
_ Nossa, acho que eu estava em outro mundo Sabrina, me desculpa, nem sei o que eu falei.
_ Não será difícil de lhe convencer a gostar de Britney Spears pelo jeito, é só esperar esses seus momentos de fantasia.
_ De maneira alguma, nem que eu esteja morando nesse mundo de fantasia.
Carla deixa cair a toalha em sua euforia e deixa seu corpo a mostra e não podendo se conter Sabrina elogia.
_ Carla você tem um corpo lindo.
_ Que isso, fujo da academia faz tempo. Você que tem um corpo lindo eu estou um bagaço.
_ Ai que mentira, você estava pensando em mim quando disse isso.
Mais e mais olhares curiosos mirando dois corpos curvilíneos.
Já trocadas ambas seguiram para a sala onde a música ainda tocava e o vinho já estava aberto.
_ Quer comer algo Carla?
_ Podemos pedir alguma coisa, beber sem comer vai me fazer mal.
_ Pedimos uma pizza então.
Muitas horas depois, a pizza comida, os pratos limpos, a terceira garrafa de vinho, o papo ainda era intenso.
_ Depois de sete anos a gente viu que o namoro havia esfriado demais e resolvemos terminar. Foi numa boa, mas ele ficou muito mal depois disso. Ele queria voltar, mas eu estava muito decidida que não queria mais. Depois dele só tive mais um namorado sério de alguns anos e os outros foram namoricos.
_ Quem escuta acha que você tem lá seus cinqüenta Sabrina.
_ Na verdade estou com 31, comecei tudo muito cedo na minha vida.
_ Eu achei que você fosse mais nova, mas seu comportamento é de alguém mais maduro.
_ E você Carla?
_ Eu tenho 27.
_ Não perguntei sua idade doida, perguntei da sua saga de Cinderela.
_ Ah, então é complicado. Na verdade eu já namorei alguns, mas é engraçado, eu sempre acho que tem alguma coisa errada e acabo terminando. Não sei o motivo.
_ Eu entendo isso. Também sou assim. Mas acho que uma hora a gente acaba encontrando alguém.
_ Aí desculpa! Caramba desculpa!
_ Calma, calma, não se preocupe, não tem problema. Caiu só um pouco, eu troco de roupa.
_ Sou muito desastrada Sabrina, eu sempre tenho que fazer uma dessas. Acho que estou meio zonza. Deixa que eu limpo isso. Tem um pouco aqui.
Não deu tempo para qualquer desvio, fuga, pergunta, entendimento, repressão. Um beijo sem culpa foi selado ao mesmo tempo entre as duas.
Parecia infinito. Esqueceram de tudo a volta, parecia que fazia horas, era doce, suave, molhado, eufórico. Quando finalizado as duas se entreolharam e não se questionaram, não havia palavras, tudo já tinha uma explicação. Um mundo a ser explorado, tocado, sentido. Os dias jamais seriam os mesmos.

By Xoxo
No café

Começou como havia de começar. Não havia outro destino para elas. Márcia era uma jovem jornalista intelectual. Júlia era a executiva mais elegante que circulava aos arredores daquele quarteirão. Talvez de toda a cidade. Um café em uma tarde a meio sol era lei para ambas. E como não se viram antes? Faltavam os detalhes, os mínimos detalhes. Noutro dia Márcia levantara para sair e logo Júlia sentou em seu lugar, não trocaram sequer olhares. Outrora elas se esbarravam no supermercado, mas como desconhecidas não se viam. Márcia pagou com três moedas para facilitar o troco para Júlia. Os pedidos de café muitas vezes vinham na mesma bandeja e duas vezes trocados.
_ Tem alguém no banheiro?
_ Já deve sair.
O quadro na parede era mais interessante. Não havia as trocas, eram apenas duas pessoas em uma fila. Duas pessoas que não conheciam seus destinos cruzados.
Certa sexta pela manhã e diferente de sua rotina, Márcia acorda mais cedo e vai ao café para despertar. Júlia precisava chegar mais cedo ao trabalho, dia longo de reunião. No café tudo era como devia ser. Um pedido, um café, a conta.
_ Por favor um café duplo Sandrinha que hoje preciso despertar! – Pede Márcia à amiga de longa data Sandra, desde os tempos do primário.
_ Caiu da cama princesa? Retruca a amiga.
_ Na verdade não consegui dormir. Tenho uma matéria para fazer que está me deixando louca. Não sei por onde começar. Meu redator já me cumprimenta como despedida.
_ Nossa amiga, que eu me lembre isso é novidade para você. Aqui o café. Duplo.
_ Bom dia Júlia, hoje é dia de todos acordarem mais cedo? Tudo bem? Um café descafeinado e o que a traz aqui tão cedo?
Uma voz suave e levemente rouca com tom de mulher madura retruca:
_ Desliga aquela empresa da tomada que eu não sou liquidificador.
Murmuro de risos ao seu lado e longo olhares curiosos e sonolentos.
_Sandrinha, amiga, vou indo.
E olhando para a loira estonteante ao seu lado conclui Márcia:
_ Antes que eu vire sopinha de liquidificador.
Risos e mais olhares.
Depois de um dia cansativo, Márcia retorna ao café e senta dessa vez em uma mesa mais isolada, parecia cansada, triste.
_ Nossa amiga, não fazemos massagem aqui. Quer um chá de sai-pra-lá-urucubaca?
_ Ai Sandrinha só você mesmo para me animar depois de um dia desses. Mistura tudo nesse chá que quero ir embora dormir.
_ Cruz credo, vou colocar sal grosso.
Risos.
Júlia sai do trabalho e cansada pensa em ir embora direto para casa. No caminho resolve que um cafezinho não seria perda de tempo, como sempre.
Como de costume chegou e sentou nas mesas do fundo, com seu notebook ligado à mesa.
_ Por favor Sandra um chá com tudo que tem direito para ver se eu volto a respirar.
_Minha nossa, com sal grosso também? Hoje é dia...
Risos.
Márcia levanta e sem querer esbarra na cadeira de Júlia, e em sua total dessintonia prende um dedo entre elas.
_Ai caramba!
_ Calma que te ajudo – prontamente Júlia.
_ Muito obrigada, salvou meu dedinho e colocou sua cadeira no meu pé.
_ Desculpa, como sou desastrada.
_ Não você é um liquidificador.
Risos.
_ Antes, agora sou um radinho sem pilha. Hoje o dia foi muito corrido e acabou a força.
Ambas percebem que seus olhos estavam mutuamente perdidos.
_ É...Eu me chamo Márcia, prazer.
_ Sou Júlia, prazer é meu. Posso me redimir se sentar e tomar um café comigo?
_ Olha eu estava de saída, mas este será seu castigo. Mesmo sabendo que agiu tentando me ajudar.
Mais risos.
Longas conversas, mais cafés, chás, olhares. De repente não havia mais cansaço, elas estavam enérgicas. As pernas as vezes se encontravam no entusiasmo e logo uma desculpa intencional.
Júlia sentiu um calor ao toque de Márcia em suas mãos, e em meio a tanta fala sua mente paralisou naquele momento e não mais ouvia a falante de seu lado. O mundo havia congelado.
_ Júlia? Júlia?
_ Ah, oi... Estava no mundo da lua.
_ Percebi, ouviu alguma coisa que falei?
_ Sim...Não...Desculpa..É que...Que lindos olhos azuis você tem.
Júlia não entendeu porque tinha falado aquilo, que vergonha sentiu.
Márcia explodiu por dentro, um elogio de uma mulher maravilhosa como aquela, não entendeu o que lhe aconteceu, mas agradeceu o elogio.
Ambas perceberam a tensão, a excitação, os olhares, os lábios molhados. O momento era riquíssimo de sensações e não havia palavras, elas fugiram de suas bocas. Um silêncio eterno percorria aquele segundo interrompido por Sandra:
_ Acho que o chá fez efeito para as duas não é?
Júlia e Márcia ainda contemplavam em seus profundos olhares e nenhuma palavra parecia sair, quando Márcia, ainda sem tirar os olhos de Júlia diz:
_ Parece que fez efeito mesmo, estou muito melhor.
Márcia sentiu as coxas de Júlia levemente encostando-se às suas e suspirou fundo.
_ Bom, desejam mais alguma coisa?
_ Não, obrigada Sandra, já estamos de saída.
Estamos? Perguntou Márcia para si, mas entendeu o recado.
_ Por minha conta, por meu desastre – disse Júlia.
_ Não, eu não sentei por esse motivo. Vamos dividir.
“Não sentei por esse motivo?” Por qual então eu sentei? Perguntou para si Márcia novamente. Nada mais fazia sentido, queria apenas tocar aquela mulher a sua frente.
Como Márcia caminhava até o trabalho, não usava seu carro, por isso aceitou a carona para seu apartamento.
Na despedida um beijo no rosto que toca o cantinho dos lábios. Márcia abre os olhos e parecia que fora o melhor beijo de sua vida. Sem censura pergunta:
_ Sobe?
_ Vamos para o meu – responde Júlia.
No caminho um silêncio repleto de vontades, de curiosidades. Márcia olhava a silhueta das coxas, queria tê-las nua. Aquele perfume parecia feitiço.
Chegando ao apartamento Márcia diz que se sentiria melhor com um banho. Júlia a leva até o banheiro. Que olhares profundos.
_ Por que não toma comigo?
Júlia faz sinal positivo e retorna com um champanhe.
_ Dia longo e noite mais longa ainda – celebra Júlia entrando ao lado oposto da banheira completamente nua, sem pudor.
Márcia já dentro observou aquela deusa, as suas curvas, a sua perfeição.
Brindaram pela noite. Júlia não resistiu aos olhares por muito tempo, tomou um gole e escorregou suas mãos para as pernas delicadas de Márcia e logo inclinando para perto de sua boca. Que beijo macio, molhado, terno, ardente. Elas se entregaram àquele momento. As mãos percorriam os seios enrijecidos. Márcia leva as mãos na nuca de Júlia e traz para mais perto de si, provocante morde-lhe os lábios, beija-lhe o pescoço. Que sintonia mais perfeita, tudo eram ondas de sussurros e prazeres. Mais champanhe, menos palavras, mais toques, menos pudor.
_ Vamos para a cama? – Indaga Júlia
Com um beijo Márcia acena positivamente àquele pedido.
Júlia sai da água e Márcia se perde naquele corpo, que seios redondos, desenhados, as coxas grossas de músculos e femininamente desenhadas, aquela barriguinha trabalhada, que vontade de morder que deu. Logo Júlia estende uma toalha para Márcia que sai já puxando aquele corpo para si e beija-a com ardor.
O caminho até a cama fora longo, entre paradas e risadas chegaram ao destino e ali se consumiram.
E de repente já era dia. O sol batia na janela e a vontade era de esquecer o mundo. E podiam, era um lindo sábado ensolarado. Café-da-manhã na cama e juras de eterna felicidade.
E Sandra? Ela já sabia desde o começo, um dia elas se encontrariam e seriam muito felizes juntas.

diva30

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